Estudos científicos para controle, segurança e licenciamento ...

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Abstract

As centrais nucleares tem avançado, nos últimos anos, em desenvolvimento tecnológico e metodologias de segurança operacional. Entretanto, o acidente nuclear de Fukushima, no Japão trouxe um recrudescimento no temor, por parte de diversos setores da sociedade civil, de que a indústria nuclear não possa garantir que os novos reatores estão mais seguros do que os antigos e quase à prova de desastre. O Brasil possui duas usinas nucleares e uma terceira usina (Angra 3) encontra-se em construção. Estas três usinas são seguras e confiáveis, possuindo reatores da geração II. Alguns poucos reatores da geração III e III+ tem sido colocados em operação no mundo, com características que envolvem conceitos de segurança passiva para atuação motora. Os reatores da geração IV encontram-se em estudos e poderão ser implementados a partir de 2030. Os conceitos desta nova geração de reatores procuram maximizar a segurança, a sustentabilidade e a economia. A Eletronuclear, empresa governamental responsável pela gestão das centrais nucleares brasileiras, recentemente divulgou o programa de gerenciamento de riscos para a usina nuclear Angra 3, identificando, de forma objetiva e transparente, as justificativas do empreendimento, os aspectos e impactos ambientais, medidas mitigatórias e compensatórias. O projeto de pesquisa, ora em fase de planejamento, visa efetuar uma metodologia de gerenciamento de riscos que contemple, através de softwares específicos, a estimativa dos riscos ambientais e de segurança para centrais nucleares em termos de probabilidades de ocorrência, impactos e medidas preventivas e corretivas para bloqueio.